Ares, deus da guerra. Talvez você seja um dos poucos deuses que me compreenda! O deus que entenda o meu ódio, a minha fúria sobre essa humanidade pecaminosa. Estou cercado por gente má que não quer o meu bem, na minha mente, a fúria se instala e sua energia é distribuída pelo meu corpo, enquanto meus dentes rangem e o impulso tenta dominar meu corpo.
Mas não, assim como nos outros dias, hoje eu não serei dominado.
Sei que mais que o Senhor conhece o campo de destruição,
O campo de guerra, onde há cadáveres pelo chão.
As espadas cortam as artérias e o sangue é derramado,
Mas não, meu Senhor, hoje não serei derrotado.
Tu és meu escudo, minha proteção,
O deus da guerra que admiro, tenho sangue em minhas mãos.
Com armadura e escudo, eu sigo à espreita,
E no fim da guerra só há corpos na sarjeta.
Há dias que o conflito é interno, direto nos pensamentos,
Com o carvão do rancor aceso e uma série de ressentimentos.
O ódio interior se alastra, Malrick acorda na maldade,
Só ele pra aguentar: altos graus de instabilidade.
Tu és o deus do confronto, um ser evoluído e inteligente,
Eu tenho dentro de mim, um campo de batalha na mente.
Há certos tipos de feridas, que nunca cicatrizam,
Eu carrego sangue nas palavras e espada na língua.
Meu Senhor, muito obrigado por ter me guardado e me protegido até aqui.
Deus digno de adoração, o que seria de mim sem ti?
Mais uma vez agradeço, e desde já me despeço,
Seguirei seus conselhos e pisarei nesses insetos!
Malrick Versávio, O Poeta do Rancor!
Malrick Depois do Caos!