Profano



“A gente não começa o dia com calma, começa com ódio, porque em nós,
até o amanhecer já nasce em guerra, mas inspirado.”
(Malrick Versávio — O Poeta do Rancor)

Meu ódio me inspira
Com ou sem pretexto,
O demônio faz a festa
Em minha criação de texto.

Ódio acumulado,
Juntei com o passar dos anos.
Eu não faço prece,
Até porque eu sou profano.

O dia começou,
Já sabe como é:
Uma dose de ódio
E um copo de café.

Bebendo o café preto
E remoendo os sentimentos!
A ira tá acesa,
Dentro dos meus sentimentos!

Tenho ódio e rancor,
Falo sarcasmo e ironia!
Eu carrego o ódio,
Ele é filosofia.

Mas fazer o quê?
Eu não pedi pra ser assim.
Mais uma poesia
Acaba de chegar ao fim.

“Malrick Versávio é o alter ego literário de Paulo Roberto Santos Da Costa, criado como uma identidade poética distinta para dar voz a sentimentos, pensamentos e experiências expressos por meio de uma escrita mais sombria, intensa e visceral. Embora possua sua própria identidade e personalidade literária, Malrick é uma criação do autor e representa uma de suas faces dentro da literatura.”

P.S.: ESSE POEMA FOI RETIRADO DO LIVRO: COMORBIDADES DO CAOS POÉTICO – VOLUME II”.


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