Malrick Versávio — Antes e Depois do Caos
Antes do caos, existiam palavras que ainda sabiam falar de amor. Havia cartas escritas na madrugada, poemas destinados a alguém, declarações, saudades, desejos e sentimentos que acreditavam que o afeto poderia ser suficiente. Antes de se tornar aquilo que hoje assina como Malrick Versávio — O Poeta do Rancor, existia um escritor que ainda encontrava beleza no amor e acreditava que algumas palavras poderiam tocar alguém.
Esses textos pertencem ao Antes do Caos. São cartas e poemas de amor. Registros de uma época em que sentir não era uma fraqueza, amar ainda fazia sentido e a escrita servia para aproximar, confessar, desejar e guardar aquilo que o tempo poderia levar. Mas algumas histórias não terminam em amor; algumas terminam em silêncio, outras deixam cicatrizes e algumas simplesmente deixam o caos.
Foi depois dele que nasceu uma outra escrita. O amor deu lugar ao rancor. A delicadeza deu lugar à ferida. A esperança deu lugar à memória. E aquilo que antes era escrito para alguém passou a ser escrito a partir de tudo aquilo que um dia doeu. Assim começa o Depois do Caos. Aqui estão as poesias sombrias, mórbidas, agressivas, indigestas e inconformadas. Textos que não foram feitos para confortar, mas para incomodar. Versos carregados de raiva, dor, desprezo, fúria, ressentimento, abandono e memórias que se recusam a morrer. É aqui que surge Malrick Versávio, O Poeta do Rancor. Sua escrita não procura transformar toda ferida em cicatriz bonita. Algumas feridas permanecem abertas porque certas coisas não foram feitas para serem esquecidas. Por isso, este espaço está dividido em duas partes. Antes do Caos: Cartas, poemas de amor e tudo aquilo que um dia foi escrito quando amar ainda fazia sentido. Depois do Caos: Poesias sombrias, mórbidas, agressivas e indigestas, tudo aquilo que nasceu quando o amor deixou de ser suficiente.
Duas fases, duas formas de escrever, duas faces da mesma história. Porque antes do caos existia o poeta que escrevia sobre aquilo que amava. Depois do caos, nasceu aquele que escreve sobre aquilo que não consegue perdoar.
Malrick Versávio. Antes do Caos e Depois do Caos, Entre os dois, nasceu a poesia.
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Esta obra nasceu daquilo que foi vivido, sentido e transformado em palavra.
Não copie a ferida.
Leia-a!
